OS SEIOS DE MARISE
OS SEIOS DE MARISE 1 Enquanto a chuva caía, no início de outono, Crizan pensava em Jamile. Nos últimos dois anos, eles dormiram juntos e se agarravam durante a madrugada quando os pés se batiam na cama. Uma insônia o tomou depois da separação. Às vezes, se masturbava entre os lençóis, enquanto ouvia Easy Skanking. E depois, dançava como se estivesse num coito dancing. Achava que estava sozinho, talvez, sim. Desde a juventude que o homem era para passear entre todas as mulheres. −Fodida afirmação. Era o que Jamile dizia. −É claro, todos se amando. Mas só eu poderia te amar, Jamile. −Você que pensa. A cama, em frente ao espelho do armário, ela olhava o umbigo fundo onde Crizan adorava colocar o dedo indicador. −Era o melhor umbigo do mundo. Crizan dizia. Jamile esquecida de tudo e envolta na querença e fissura, alisava a pele de veludo, segundo ela, que envolvia as mãos de Crizan. A chuva havia parado. Ele já não tinha nas mãos os seios fartos de aureolas g...